A ACUPUNTURA E A TERCEIRA IDADE

 


ACUPUNTURA E A TERCEIRA IDADE

O mundo está envelhecendo. Nas últimas décadas, a terceira idade é o grupo populacional que mais cresce nos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Mas o que significa envelhecer? Ficar mais velho não é apenas sentir o tempo passar; nem significa virar doente. Problemas de saúde podem aparecer, mas há soluções. Se as pessoas tiverem hábitos saudáveis e procurarem se manter ativas física e intelectualmente poderão ter um envelhecimento saudável com boa qualidade de vida, minimizando as alterações próprias da idade e prevenindo doenças que incidem mais após os 60 anos.

O organismo do idoso tem menor capacidade de adaptação e demora mais tempo para recuperar-se que um organismo mais jovem. A incidência de doenças é maior nas pessoas com mais de 60 anos, e a presença de mais de uma doença no mesmo indivíduo é freqüente. O uso concomitante de vários medicamentos e a redução da função dos órgãos, em especial do fígado e dos rins, aumentam o risco de efeitos indesejáveis dos medicamentos e de intoxicações.

Essa é uma das razões porque a acupuntura tem um papel potencialmente importante no tratamento do idoso. Como ela praticamente não tem contra-indicação e tem efeitos benéficos na redução da dor, na ansiedade, no sono, nos sintomas de depressão leve entre outros, possibilitaria ao idoso reduzir a quantidade de medicação, diminuindo também os seus vários efeitos colaterais, como, por exemplo, a gastrite desencadeada pelos anti-inflamatórios, proporcionando ainda uma melhor qualidade de vida.

A acupuntura é utilizada há milênios no tratamento de doenças. No idoso, especialmente no idoso frágil, o tratamento por acupuntura tem peculiaridades. Um dos principais preceitos de acupuntura recomenda aplicá-la conforme as condições da pessoa. Idosos frágeis e crianças devem ser agulhados com menor profundidade de inserção e por menos tempo. Estimulação excessiva pode cansar o paciente. A moxabustão, ou estimulação de pontos de acupuntura através de calor gerado pela queima de uma erva chamada artemísia, pode ser indicada para fortalecer o organismo. Não se recomenda o uso da acupuntura em certas situações extremas, como desidratação, hemorragia severas, nem em pessoas muito debilitadas, famintas ou que comeram recentemente, muito sedentas ou muito assustadas. O idoso também pode responder mais lentamente ao tratamento.

A população idosa é muito heterogênea. Há idosos ativos e produtivos aos 70-80 anos e idosos com a mesma idade totalmente dependentes para as atividades de vida diária. Além das alterações fisiológicas próprias da idade, é freqüente, como já foi dito, a ocorrência de mais de uma doença nestes indivíduos. O diabetes não-insulino dependente, a hipertensão arterial, a doença pulmonar obstrutiva crônica, a insuficiência coronariana, o infarto agudo do miocárdio, a insuficiência cardíaca congestiva, a insuficiência arterial periférica, o acidente vascular cerebral (AVC), doença de Parkinson e demências, osteoartrite (OA) e osteoporose, depressão, catarata, glaucoma, surdez e câncer são algumas delas com prevalência acima dos 60 anos.

Há séculos a medicina tradicional chinesa (MTC) preocupa-se com o envelhecimento. Segundo o Hoang Di Nei Jing, principal tratado de Medicina Tradicional Chinesa escrito há cerca de 2500 anos, o homem começa a envelhecer gradualmente a partir dos 40 anos. Para manter a saúde, é recomendado um modo de vida constante e regular com quantidades adequadas de trabalho e repouso, evitar excessos de qualquer espécie (de alimentos, álcool, trabalho, sexo), praticar exercícios adequados à constituição física do corpo, manter o espírito calmo e atitude positiva perante a vida, e estar atento e procurar adaptar-se às mudanças climáticas. Seguindo estes preceitos o indivíduo preveniria doenças, fortaleceria o organismo e poderia chegar até aos 100 anos. Estes preceitos milenares são válidos e atuais até hoje, e são a chave do envelhecimento bem sucedido.

A INTEGRAL Acupuntura Médica oferece opções de tratamento e manutenção da saúde do paciente idoso com atividades médicas no consultório, atividades físicas e meditação.